Páginas

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Seminário Regional de Uso de Tecnologias na Educação


No dia 28 de novembro de 2011 ocorreu o Seminário Regional de Uso de Tecnologias na Educação da Região Serrana: Bento Gonçalves, Caxias do Sul e Vacaria.

Com o objetivo de ampliar e qualificar as discussões sobre o uso de Tecnologia na Educação.
No turno da manhã aconteceu mesa redonda com os palestrantes Ana Claudia Figueroa, Carla B. Valentini, Gladis Falavigna e Edson C. Camargo.
A tarde aconteceram os relatos por sala temática. "WebQuest e Blog uma alternativa de trabalho - Projeto Uca" foi um dos trabalhos apresentados da Escola Caldas Júnior:



http://ucacaldas.blogspot.com/2011/11/seminario-regional-de-uso-de.html

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Prezi

Alimentos Despoluentes

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O Capitalismo pode ser sustentável?

O Capitalismo pode ser sustentável?

O Brasil está discutindo a inclusão do direito de “ser feliz” na Constituição, reforçando o direito do cidadão de ser feliz. Nosso país passa por um momento muito bom na economia. Nossa economia está em expansão. O PIB cresceu. Cada vez mais parece que a felicidade tem a ver com economia. A felicidade é um desejo de todo mundo. Platão, na Antiguidade já discutia sobre a felicidade.
O progresso traz felicidade? Até que ponto o crescimento da renda garante a felicidade? O dinheiro traz felicidade?
Hoje em dia a “felicidade” está cada vez mais atrelada ao consumismo. A mídia promete felicidade na aquisição de produtos.
MAS E O MEIO AMBIENTE?
Se chegarmos num padrão de consumo de primeiro mundo o meio ambiente vai sofrer as conseqüências.
A propaganda continua nos dizendo que você é o que você consome, que precisamos daquele carro para ter poder, que será respeitado pelo que você consome, que será feliz se fizer aquela aquisição.As imagens das propagandas são sempre super mentiras.
Quando saio as compras me sinto muito feliz, mas é passageiro, logo passa, ai surge um problema e fico triste de novo, precisando adquirir um novo bem para me sentir bem. Se trocar a máquina de lavar que já está ultrapassada, onde ela vai ser colocada?
Quando fomos visitar o aterro sanitário me doeu na alma. A terra é nossa mãe, nos dá vida, água, alimento, vida... e no seu ventre enterramos nosso lixo.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Vulcões e a Origem do Planeta

Os vulcões parecem que se prestam a papel de vilão, não é mesmo? Quantas vidas e cidades destruídas quando eclodem?
Mas qual será o papel dos vulcões?



Para isso vamos voltar no tempo, na formação do nosso planeta. Há 4 bilhões de anos a terra foi se formando.



O núcleo da terra sempre liberou enorme quantidade de calor. Os vulcões são exemplos do calor interno do nosso planeta.
Observando o que acontece na Islândia podemos entender como o calor interno transforma a superfície da terra. A Islândia é atravessada por uma fissura, que atravessa a terra, percorrendo o fundo do oceano. A Islândia surgiu da erupção de um vulcão, há 50 milhões de anos. A pluma vulcânica abaixo dela já foi mapeada, está a 20 km abaixo. Essa pluma vulcânica fornece calor as piscinas de água quente da Islândia. É passatempo nacional tomar banho nas águas quentes, nas fontes sulfúricas.
Há 225 milhões de anos atrás os continentes eram unidos formando a Pangéia, com o movimento das placas, esse continente se partiu causando a movimentação dos continentes. São 7 placas gigantes. Os continentes se movimentam 2 cm por ano. No futuro os continentes se unirão novamente formando um supercontinente gigante. Quando as placas colidiram, surgiram as cadeias de montanhas como os Alpes, Andes e Himalaia. A Nova Zelândia se formou com a junção de várias ilhas, formando uma cadeia de montanhas com a colisão das ilhas, há 5 milhões de anos.
Os terremotos acontecem quando as placas terrestres se colidem. As montanhas próximas ao epicentro tendem a crescer, como aconteceu no Himalaia com o terremoto do Paquistão, as montanhas cresceram 5 metros. O calor interno da terra empurra as montanhas para cima. E a água faz o papel inverso, ela tem o poder de carregar sedimentos provocando a erosão das rochas pelo rio. O Rio Amazonas é um exemplo, carregando grande quantidade de sedimentos dos Andes ao Oceano.
O lugar de maior atividade vulcânica no planeta é a Nova Zelândia, cenário para cientistas desvendarem a origem da vida na terra. Fontes de águas ferventes borbulhando num coquetel químico de sulfeto de hidrogênio, arsênico, dióxido de carbono a 75 graus Celsius. Parece uma mistura mortal, mas há bilhões de organismos muito primitivos, vivendo e se alimentando nessas águas. É uma sopa rica em nutrientes .
Há 4 bilhões de anos a terra tornou-se apropriada para a vida. As fontes hidrotermais no fundo dos oceanos, como vemos na Nova Zelândia, pode ter estimulado o surgimento da vida no planeta.

Os vulcões tem um papel importante nesse processo, pois eles possibilitaram a origem da vida.
Na infância da terra o sol era 30% mais frio que hoje. Foram os vulcões que aqueceram a terra expelindo dióxido de carbono. O dióxido de carbono sempre foi vital para nosso planeta. Ele é que prende o calor. Foi uma compensação para o sol fraco.
O planeta Marte é congelado e estéril, sua atmosfera não tem dióxido de carbono. Vênus ao contrário tem 400 vezes mais dióxido de carbono que a terra, não favorecendo a vida.
Há 600 milhões de anos, o dióxido de carbono ajudou no salto evolucionário, para a vida mais complexa iniciar.
A vida primitiva foi dominada pelos estromatólitos.
Há 700 milhões de anos o planeta passou por um grande desastre. A Era Glacial congelou todo o planeta, como o planeta Júpiter. O oceano ficou coberto de gelo com camadas de 1 km. O congelamento global ameaçou a vida na terra. O gelo estava sepultando o planeta. Os vulcões salvaram o planeta. Em 2004 um vulcão explodiu uma camada de gelo na Islândia. Assim os cientistas puderam comparar o fenômeno que aconteceu na era glacial. A liberação de dióxido de carbono pelo vulcão faz toda a diferença.
Há 630 milhões de anos a camada de dióxido conseguiu manter o calor provocando o descongelamento. A terra enfrentou tempestades, de -50 graus Celsius para 50 grau positivos, foram grandes mudanças climáticas. Através dos fósseis a origem da vida se desvenda. Um dos fósseis mais antigos, primeira prova de vida na terra encontrado são os estromatólitos, criaturas microscópicas, organismos unicelulares. Se não fosse a era glacial eles ainda dominariam o planeta.
Seres multicelulares complexos explode, fósseis encontrados provam isso, como o fóssil da Dickinsonia e diácara. Animais e plantas avançam na água na terra e no ar. Ocorre um salto evolucionário.
Controlando a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera, os vulcões geraram um processo extraordinário. O plâncton proliferou nos oceanos, pintando-os de verde, os oceanos absorvem o carbono da atmosfera, o plâncton absorve o carbono para produzir suas conchas, quando morrem descem aos oceanos produzindo as rochas do fundo do mar, através do carbono dos plâncton. O gás, preso abaixo, retorna a atmosfera durante uma erupção vulcânica, formando o ciclo completo. A vida e os vulcões conservaram nosso planeta numa temperatura confortável. Em 4 bilhões e meio de anos a terra se formou e o calor interno luta para escapar. Toda a história da terra foi dirigida pelo calor dentro dela. Os vulcões não são somente a força da destruição, mas a força da vida no planeta.

http://www.youtube.com/watch?v=M6vJwwsSmrU&feature=related

Sugestões para Plano de Aula: retrato falado da terra, como era no passado, hoje e projeção para o futuro, produzir uma erupção vulcânica com vinagre, bicarbonato de sódio e anelina.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Araucária x Pinus Ilhote

A araucária, (Araucaria angustifolia) é uma conífera nativa conhecida também como pinheiro-do-paraná.As florestas desse pinheiro foram devastadas pelas serrarias o que provocou sua substituição por outras vindo de outros países, de crescimento mais rápido e adaptadas a diversidade de climas.



Copa da araucária na periferia de Caxias

Araucárias no centro de Vila Seca

O  Pinus ilhote é uma conífera exótica, foi introduzido no Brasil em fins dos anos 40, principalmente pela rapidez de crescimento e reprodução. As diversas espécies vieram primeiramente da América do Norte e da Ásia.
Pinus ilhote - ocupando os campos 

A nivel econômico : madeira, celulose e resina.
As paisagens foram alteradas.
As sementes dispersadas com o vento alastram-se por quilômetros. Atualmente não deve mais ser usada nas margens de rodovias, para sombras ou para ornamentação, e sim com fins comerciais: madeira, celulose e resina.

Muitas áreas nativas estão sendo prejudicadas com o pinus.
O grande potencial invasor da espécie, inibe o crescimento de outras plantas, competindo com as nativas.

A vegetação nativa é a original, florestas, capoeiras, cerradões, cerrados, campos, campos limpos, vegetações rasteiras, etc.
Toda a descaracterização que altera ou elimina a vegetação nativa caracteriza-se por desmatamento.

A derrubada começou com a colonização do Brasil, primeiro as florestas da costa brasileira, a Mata Atlântica.Extrativismo intenso Pau-brasil, jacarandá e madeiras nobres. Hoje restam menos de 5% da área original, afetando a sobrevivência de ecossistemas. Alertas denunciam que em 50 anos a Mata Atlântica desaparecerá.

A situação atual é crítica percebe-se uma mudança na geografia da devastação que continua acelerada.

Pesquisas já estão sendo realizadas apontando a influência do cultivo de pinus sobre o meio ambiente.

Para ler mais sobre pesquisas sobre o efeito do plantio do pinus:
http://www.ageflor.com.br/noticiassetorinterna.php?id=48

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Entrevista com o educador Bernardo Toro

Nos anos 90, o filósofo e educador colombiano Bernardo Toro sintetizou as sete competências básicas que devem ser desenvolvidas nos alunos. Esses saberes tornaram-se o norte da educação contemporânea em diversos países.
- Dominar as linguagens utilizadas pelo homem,
- saber resolver problemas,
- analisar e interpretar fatos,
- compreender o entorno social e atuar sobre ele,
- receber criticamente os meios de comunicação,
- localizar e selecionar informações,
- planejar e decidir em grupo.

Recentemente, ele acrescentou uma oitava: criar no estudante uma mentalidade internacional: "Quando esse jovem chegar à idade adulta, seu campo de ação não será apenas o bairro ou a cidade: será o mundo".

A reportagem na integra está no site da nova escola:
http://revistaescola.abril.com.br/planejamento-e-avaliacao/planejamento/precisamos-cidadaos-mundo-425252.shtml

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Código Florestal

A proposta de alterações no Código Florestal é projeto do deputado Aldo Rebelo (PCdoB – SP), foi aprovado na Câmara no dia 24 de maio , com a inclusão de concessão de anistia aos produtores que desmataram Áreas de Preservação Permanente (APPs) às margens dos rios e encostas até 2008.

Ongs e várias entidades são contrárias às alterações da legislação ambiental, que ameaçam não só florestas e ecossistemas naturais, mas também populações que vivem em áreas inapropriadas ou de risco nas grandes cidades.

A destruição do meio ambiente e seus impactos na sociedade tem origem no nosso modelo de desenvolvimento, que incentiva a expansão de áreas de pastagem para pecuária e monoculturas, favorecendo o crescimento do agronegócio.


Vale a pena ver os vídeos para entender tanta polêmica:
Estadão.com.br


As principais propostas do novo código- Jornal do Brasil:

Reserva legal

Lei atual: determina que a manutenção de florestas e outras formas de vegetação nativa deve ser de 80% em propriedades em área de floresta na Amazônia Legal, 35% nas propriedades em área de cerrado na Amazônia Legal e 20% nas demais regiões. Se a área da reserva for menor que o previsto em lei, o proprietário deve promover a recomposição.

Margem de rios

Lei atual: prevê proteção da vegetação até 30 m de distância das margens dos rios mais estreitos, com menos de 10 m de largura.

Texto votado: no caso de áreas já desmatadas, a recomposição deverá ser de 15 m de distância da margem. Permanece a exigência de 30 m para as áreas que se mantiveram preservadas.

Anistia

Topos de morro

Lei atual: proíbe utilização do solo em topos de morros, montes, montanhas e serras, encostas com declive acima de 45°, restingas fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues, bordas de chapadas, áreas com mais de 1,8 mil m de altitude.

Texto votado: o texto admite a manutenção de atividades florestais, pastoreio extensivo, culturas lenhosas perenes, como café, maçã, uva, ou de ciclo longo, como a cana de açúcar, que não estavam previstas no texto apresentado pelo relator.

Áreas consolidadas

Lei atual: a classificação de área rural consolidada inexiste no código em vigor.

Texto votado: atividades em áreas rurais consolidadas - anteriores a 22 de julho de 2008 - localizadas em Área de Preservação Permanente poderão ser mantidas se o proprietário aderir ao Programa de Regularização Ambiental. A autorização será concedida em caso de utilidade pública, de interesse social ou de baixo impacto.

Em tempo: 2011 e a história continua, dois líderes extrativistas: José Cláudio Ribeiro da Silva e sua esposa, Maria do Espírito Santo foram mortos em uma emboscada na cidade de Nova Ipixuna, no Pará no dia 24/05, mesmo dia da votação do Código Florestal. Os líderes denunciavam desmatamentos ilegais!


domingo, 17 de abril de 2011

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Arte

Refletindo com Míriam Celeste

Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam. Todo ponto de vista é a vista de um ponto”

Leonardo Boff. A águia e a galinha: uma metáfora da condição humana



.

É nos encontros e relacionamentos que crescemos, aprendemos, ampliamos nossos horizontes. O cotidiano nos oferece a riqueza desses encontros. Deles germinam sentimentos, sensações e pensamentos. O que pensamos do saber do outro? Confiamos no seu saber? Nos encontros prazerosos e abertos acolhemos as descobertas. Nos encontros dificultosos, germinam preconceitos e confrontos. Nessa interação com o mundo vamos construindo nosso conhecimento da realidade. Cuidar da qualidade desses encontros nos abre caminho para ultrapassar nossos limites. Temos perspectivas, conceitos, cristalizados que nos limitam, é preciso olhar através de outra perspectiva, mais ampla, mais aberta, mais profunda.

Miriam Celeste refere-se à arte, ao educador do ensino da arte, que convocando os sentidos de seus alunos, no aprender vendo, no exercício do olhar abre uma nova perspectiva para a mediação no ensino da arte em nossas escolas, formando um olhar educado, cultivado, sensível e pensante. Devido à falta de atenção ao exercício de olhar, exige-se uma revisão nesse processo educativo. Provocar encontros com a arte, idas a museus, galerias, exposições e espetáculos teatrais. Propor desafios instigantes sem respostas óbvias, sempre mediando os encontros, podemos mobilizar inúmeras habilidades, como interpretar, apreender e aperfeiçoar-se.