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terça-feira, 16 de agosto de 2016

Sustentabilidade e diversidade


Quando viemos morar no interior fiquei impressionada com dois enormes eucaliptos próximos a nossa moradia, gigantescos com tronco e galhos claros reinando nas alturas. De vez em quando alguma ave de rapina pairava nos galhos mais altos. Nos dias quentes e chuvosos brotavam cogumelos comestíveis por debaixo das folhas. Usávamos suas folhas para chá e infusão para problemas respiratórios. Essas árvores gigantescas deviam ter pelo menos uns 50 anos, sabíamos do seu crescimento rápido, por isso são preferidas para a industria de celulose, madeireira e moveleira.

Certa vez amigos entendidos nos alertaram sobre os perigos do eucalipto, principalmente quanto a absorção de água. O eucalipto é originário da Oceania. Por volta do século XIX alastrou-se para a Europa e o mundo todo, usado para drenagem de pântanos, já que consome uma grande quantidade de água. No Brasil chegou em fins dos anos 60, principalmente devido ao valor econômico, para a industria de celulose.
 O cultivo de árvores na forma de monocultura empobrece a terra, desrespeitando todas as formas de vida de um ecossistema.
 Floresta transitória de eucalipto, a terra em que brota logo estará nua, sofrendo de erosão,  com o corte das árvores para o mercado.






Os benefícios apregoados devia-se principalmente ao seu crescimento rápido e adaptabilidade a diversidade de climas. Estávamos na época em que a Revolução Verde parecia a grande solução para a fome da humanidade. O discurso ideológico da revolução verde apoiava as inovações tecnológicas na agricultura, silvicultura, envolvendo a utilização de agrotóxicos, mecanização do campo, sementes modificadas e destruição de florestas nativas para plantio de monoculturas de árvores de crescimento rápido. Buscava-se maior produção, a custa da destruição da diversidade, prejudicando tanto a flora, pois foram escolhidas algumas espécies consideradas milagrosas, (pinus, acácia, eucalipto), quanto da fauna, que não sobrevive nas monoculturas de árvores exóticas.

As primeiras experiencias foram exitosas, mas já de longa data sabemos dos resultados desastrosos em várias partes do mundo. Os mais prejudicados foram os pequenos produtores que se tornaram dependentes de fertilizantes, pesticidas e máquinas produzidas por multinacionais, não conseguem competir com as grandes empresas agrícolas, resultando em êxodo rural e endividamento.
A fome no mundo não foi solucionada, porém o consumismo aumentou exageradamente. Produções de grãos atendem principalmente a alimentação da pecuária intensiva, então a fome não é falta de alimentos, mas falta de recursos para adquiri-los. A água, outro problema sério que enfrentamos tem abastecido principalmente a irrigação da produção de grãos, que consome 70% da água doce no mundo. O setor da agricultura e pecuária intensiva também gera gases que aumentam o efeito estufa.

Segundo o livro de Vandana Shiva (indiana Ph.D em filosofia e ativista ambiental) “Monocultura da Mente” (Editora Gaia, 2003) a silvicultura científica, que brotou da Revolução Verde nasceu de interesses comerciais, reduzindo o valor da diversidade da vida das florestas ao valor de uma poucas espécies, ao custo da destruição de ecossistemas das florestas tropicais à uniformidade da linha de montagem, pois a fábrica serviu de modelo à floresta modelo, onde são eliminadas as árvores nativas, sem valor comercial, para a maximização dos lucros, sem respeito a diversidade, que é a base da estabilidade ecológica e social.


Depoimento de Vandana Shiva O tempo e o modo - [RTP 2012]

Jogos Olímpicos da Era Moderna


Jogos Olímpicos da Era Moderna


Estamos no 31º Jogos Olímpicos, porém apenas 28 Jogos foram realizados, visto que em não foram realizados os Jogos de 1916, que aconteceriam em Berlim , devido à Primeira Guerra Mundial e os Jogos de 1940 e 1944 devido à Segunda Guerra Mundial. 
A cidade de Londres já sediou 3 Olimpíadas, de 1908, 1948, e 2012. As cidades de Atenas, Paris e Los Angeles já sediaram por duas vezes.
2016 é a vez do Brasil, no XXXIº Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.
 
1896 - I Jogos Olímpicos – ATENAS - Grécia
1900 - II Jogos Olímpicos – PARIS - França
1904 - III Jogos Olímpicos - SAINT LOUIS - Estados Unidos da América
1906 - Edição comemorativa - ATENAS - Grécia
1908 - IV Jogos Olímpicos – LONDRES - Reino Unido
1912 - V Jogos Olímpicos – ESTOCOLMO - Suécia
1916 - VI Jogos Olímpicos - devido a 1º Guerra Mundial essa Olimpíada não foi realizada
1920 - VII Jogos Olímpicos – ANTUÉRPIA - Bélgica
1924 - VIII Jogos Olímpicos – PARIS - França
1928 - IX Jogos Olímpicos – AMSTERDÃ - Países Baixos
1932 - X Jogos Olímpicos - LOS ANGELES - Estados Unidos da América
1936 - XI Jogos Olímpicos – BERLIM - Alemanha
1940 – XII – devido a 2º Guerra Mundial essa Olimpíada não foi realizada.
1944 - XIII devido a 2º Guerra Mundial essa Olimpíada não foi realizada.
1948 - XIV Jogos Olímpicos – LONDRES - Reino Unido
1952 - XV Jogos Olímpicos – HELSINQUE - Finlândia
1956 - XVI Jogos Olímpicos – MELBOURNE - Austrália
1960 - XVII Jogos Olímpicos – ROMA - Itália
1964 - XVIII Jogos Olímpicos – TÓQUIO - Japão
1968 - XIX Jogos Olímpicos - CIDADE DO MÉXICO - México
1972 - XX Jogos Olímpicos – MUNIQUE - República Federal da Alemanha
1980 - XXII Jogos Olímpicos – MOSCOU - União Soviética
1984 - XXIII Jogos Olímpicos - LOS ANGELES - Estados Unidos da América
1988 - XXIV Jogos Olímpicos – SEUL - Coreia do Sul
1992 - XXV Jogos Olímpicos – BARCELONA - Espanha
1996 - XXVI Jogos Olímpicos – ATLANTA - Estados Unidos da América
2000 - XXVII Jogos Olímpicos – SYDNEY - Austrália
2004 - XXVIII Jogos Olímpicos – ATENAS - Grécia
2008 - XXIX Jogos Olímpicos – PEQUIM - República Popular da China
2012 - XXX Jogos Olímpicos – LONDRES - Reino Unido
2016 - XXXI Jogos Olímpicos - RIO DE JANEIRO - Brasil

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Dia 13 de Maio

Dia 13 de maio é uma data oficial que sinaliza o fim da escravidão no Brasil, conforme a Lei Áurea de 13 de maio de 1888. O projeto desta lei foi apresentado na semana anterior a sua assinatura. A lei foi sancionada pela filha de D. Pedro II, a princesa regente Isabel, pois seu pai  estava em viagem pela Europa.

Abolição lenta:

A abolição estava acontecendo de modo gradual, o tráfico negreiro foi extinto em 1850 (Lei Eusébio de Queiroz). A Lei do Ventre Livre, dando liberdade aos filhos de escravas foi outorgada em  1871. Esperou-se ainda 14 anos para libertar os sexagenários, porém com idade limite de 65 anos,  em 28 de setembro de 1885 (Lei Saraiva-Cotegibe).


Na situação do Brasil nesse período, não havia outra saída para a escravidão, pois era o último país da América a abolir essa prática desumana. Havia pressões dos grupos liberais, abolicionistas e da maioria dos parlamentares, porém não houve projetos para o amparo aos ex-escravos garantindo sua sobrevivência. Eles não foram indenizados pelos árduos anos de trabalho. A elite ruralista não queria abrir mão da escravidão e depois desta ser sancionada se eximiu da responsabilidade, não concedendo a partilha da terra ou de animais aos que nela trabalharam, como ocorreu nos EUA. Os ex-escravos foram largados à sua própria sorte. 

Após a abolição no Brasil não ouve o  segregacionismo de forma institucional, embasado em leis, como ocorreu nos EUA, porém  o racismo continuou sim, de forma velada. A luta nos EUA pela abolição também foi acirrada, marcada pela guerra civil entre norte e sul que só terminou dois anos após a abolição. A abolição ocorreu 25 anos antes do Brasil, em 1863, com o presidente Abraham Lincoln, com a indenização através de terras e animais, que possibilitou aos ex-escravos começarem uma nova vida, mas infelizmente as leis segregacionistas apontaram para a continuação do racismo e segregação, provocando muitos conflitos e lutas.

Quilombo dos Palmares:

No Brasil escravocrata surgiram várias comunidades de escravos fugidos, esses lugares eram de difícil acesso. O Quilombo do Palmares é o mais famoso, localizava-se na Serra da Barriga em Alagoas. Em meadas do século XVII cresceu e prosperou. A época era propícia à fugas devido as invasões holandesas. Expedições dos senhores brancos não conseguiram destruir o quilombo por muitas décadas. Em 1694 o bandeirante Domingos Jorge Velho, liderando milicias oficiais conseguiu derrotar o quilombo.  Zumbi dos Palmares simboliza a luta e a resistência. Ele morreu no dia 20 de novembro de 1695, defendendo os direitos de seu povo.

"EM 20 de novembro de 1695, André Furtado de Mendonça cortou a cabeça de Zumbi, levando-a para o Recife. Porém, por mais que espalhassem a notícia, milhares de escravos, nas suas senzalas, jamais acreditaram no que ouviam. Zumbi morto? Impossível. Um deus da guerra não pode morrer. E do fundo das noites cantavam para dar mais força e vigor ao rei de Palmares.
- Zumbi, Zumbi, oia Zumbi!"
Grandes Personagens da Nossa História - Abril Cultural - SP - 1969

A data de 13 de maio  não é reconhecida pelo movimento negro desde os anos 80, pois é uma data oficial, não resgata as lutas dos próprios negros contra a escravidão. Foi escolhida outra data, 20 de novembro, dia da morte de Zumbi dos Palmares. O Dia da Consciência Negra foi sancionada em 2011 pela Lei 12.519/2011 pela presidente Dilma Roussef. O 20 de novembro é uma data que convoca a todos a  reflexão sobre a grande influencia da cultura afro na nossa sociedade, ai sim, temos motivos para comemorar!



sábado, 7 de maio de 2016

O dia do silêncio

O dia do silêncio é comemorado no dia 7 de maio, acredito que se refletirmos sobre o silencio poderemos valorizá-lo! Sim, valorizar o silêncio, aquele silêncio da calmaria, pipocado com o som da cigarra, do canto dos pássaros, nostalgia ou não, somente a partir do silencio podemos sair da inconsciência que nos envolve na agitação do dia-a-dia, em meio a ronco de motores, buzinas, som alto, e desejos de consumo que nos movem constantemente para a busca de satisfação e de felicidade!

No dia do silêncio a sugestão é desligar a TV, o som, o notebook, o celular e se afastar por um momento de todo tipo de sons, difícil né? Principalmente no mundo urbano, sempre haverá algum tipo de ruído lá fora que vai nos tirar do silêncio. Mas vale a pena experimentar, em algum momento nesta tentativa de silenciar vamos conseguir nos concentrar e anular os ruídos externos.

Somos uma parte da essência maior, e a essência maior é a inteligencia infinita, que criou nosso planeta e todo o universo!


Insatisfação

Não sei se foi sempre assim, mas cada vez mais as pessoas sofrem, carregam dentro de si sentimentos de insatisfação e de busca constante. O que mais nos satisfaz é possuir coisas, comprar objetos, celular novo, roupa nova, carro novo... a aparência e a ostentação são palavras de ordem, mas nesse contexto sofremos pois as coisas de fora não nos satisfazem por um tempo longo, são passageiras, trazem um entusiasmo de fogo de palha, depois vem a insatisfação de novo.

Silenciando com o coração

Lembro que certa vez encontrava-me muito angustiada, ansiosa querendo abraçar o mundo e não conseguindo, pois meus braços estavam pequenos demais. Uma pessoa muito especial me aconselhou aquietar-me e ouvir meu coração. Naquela época isso pareceu-me um absurdo, ouvir meu coração? Sim, disse ela, o coração tem todas as respostas às nossas perguntas,mas precisamos silenciar para ouvi-lo. Claro que não segui o conselho naquela época, mas bem mais tarde quando comecei a fazer meditação, entendi aquele conselho recebido na adolescência, e lembrei-me dele justamente quando estava quieta, tentando relaxar. Procurei aquietar os pensamentos, tarefa difícil, pois os pensamentos são muito barulhentos, indisciplinados e afobados. Nos intervalos de trégua com eles conseguia ouvir a pulsação do coração e tentei me concentrar nela. Me dei conta que nunca tinha parado para ouvir o coração bater. Ele bate sim, ele pulsa, lembrei das aulas de ciências, da função de bombear sangue para todo o organismo. Obrigada coração por esse trabalho incógnito, trabalho árduo, pois bates muitas vezes por minuto, minha vida depende de ti, pois se parar de bater eu não mais existirei.

Em outros momentos tentei falar com ele, oi coração tudo bem? Ouvi dizer que você tem respostas pra tudo, pode me ajudar? Me dar um conselho, me chamar atenção se estiver errada? As respostas eram minhas mesmo, eu respondia pra mim mesmo que sim, que eu poderia ajudar, que era só pedir. Parece ridículo, mas gostei da brincadeira e tornei um hábito conversar com meu coração, descobri que dentro de nós, no nosso silêncio temos as respostas para tudo, pois somos uma parte da essência maior, e a essência maior é a inteligencia infinita, que criou todo o universo!

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Dia Nacional do Livro Infantil


Dia 18 de abril é dia Nacional do Livro Infantil desde a criação da Lei 10.402/2002, que confere essa comemoração ao dia de nascimento de Monteiro Lobato.


Edição de 1973


Tenho 7 livros antigos, infanto-juvenis de Monteiro Lobato, encadernados,  ilustrados por Manoel Victor Filho publicado pela Editora Brasiliense em 1973. Um grande tesouro, adquirido num sebo de livros, livros grandes, 21 cm por 31 cm. Sinto não tê-los na minha infância, pois tínhamos acesso a eles através da biblioteca da escola.  Quem não leu, mesmo assim o conhece, ou suas histórias, como o Sítio do Pica-Pau-Amarelo, transportado para a TV desde os anos 60. As histórias de Monteiro Lobato, seus personagens encantaram muitas gerações. Narizinho, Pedrinho, Dona Benta, Visconde de Sabugosa, Marquês de Rabicó, tia Anastácia, Dona Benta, tio Barnabé e os folclóricos marcaram a infância de muita gente. Há teorias que afirmam que quem leu Monteiro Lobato na infância tem mais criatividade.

O escritor nasceu em Taubaté, SP em 1882, quando o Brasil era ainda escravista, por isso esse contexto escravista marca sua obra também. O livro de contos “Negrinha”, nos emociona com a denuncia da condição dos escravos.

Aos 36 anos, (1918) escreveu Urupês, apresentando o caipira Jeca Tatu e a realidade rural brasileira que entram em cena na industria editorial.

Monteiro Lobato viveu pouco, transformou-se em gás inteligente,(como ele chamava a passagem para a morte) aos 66 anos, porém seu legado é muito grande!

 Muitos professores do ensino fundamental usam seus livros, principalmente História das Invenções, O Poço do Visconde e Serões de Dona Benta  para introduzir história e ciências! A história das invenções insere, de forma lúdica assuntos como a evolução da humanidade, biológica e cultural, astronomia e antropologia!

Capítulo "Na imensidão do espaço" do livro Serões de Dona Benta, onde é contado o mito do surgimento das constelações.

Os Serões de Dona Benta ensinam noções básicas de química e física, sistema solar, formação da terra etc..  O Poço do Visconde tem noções de geologia! Isso sem falar em Viagem ao céuEmília no país da gramáticaGeografia de Dona BentaReforma da natureza e Aritmética da Emília. Há muitos professores que os refutam, por conta de informações ultrapassadas, pois foi escrito há mais de 50 anos. Porém não podemos descartar o valor da obra, lembrando do caminho da própria ciência, do contexto do escritor. 


Volume 5 - Histórias do Mundo Para Crianças -  William Shakespeare
Monteiro Lobato sobre a maldição do túmulo de Shakespeare no capítulo "A Época de Isabel"

História do Mundo para Crianças conta de forma lúdica desde como começou o mundo até a 2º Guerra Mundial. 

O escritor de Taubaté produziu muito, vendeu muito livro e traduziu muito também, foi crítico de arte e literatura, pintor, jornalista, advogado e diplomata. Como crítico de arte ele é conhecido pelo seu artigo que criticou ferozmente a exposição de Anita Malfati, em 1917, Paranoia ou mistificação, que em reação, acabou fazendo emergir a proclamação do modernismo.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Dia Mundial da Astronomia – Comemorado no Brasil no dia 8 de abril de 2016

Dia Mundial da Astronomia – Comemorado no Brasil no dia 8 de abril de 2016
O dia da Astronomia é celebrado também no dia 10 de maio em alguns países.

O que o espaço pode revelar da criação do universo? Como funciona o Cosmos? Quais os segredos que a imensidão esconde?
Essas questões sempre envolveram os estudos dos astrônomos, mas desde o primeiro olhar do homem ao céu, o encanto da vastidão infinita deve ter tomado conta da sua vida, na procura de respostas para os segredos da criação!


Observação da lua em 8/09/14 às 17:50


Mas afinal o que é a Astronomia?

Astronomia é uma ciência muito antiga, mas somente com a invenção do telescópio desenvolveu-se a astronomia moderna. Essa ciência estuda o universo e os corpos celestes como os planetas, estrelas, galáxias, nebulosas, buraco negro etc.. Estuda-se também a evolução do universo, os fenômenos envolvendo os corpos celestes, bem como as radiações cósmicas.
Astronomia – Observação: O ramo mais importante da Astronomia, pois a observação adquiri dados para os estudos, por isso os observadores amadores também tem seu papel importante na astronomia, principalmente nos casos de eventos passageiros.
Astronomia – Teoria – Essa parte é dedicada a teorização das observações, a partir da qual se criam modelos analíticos na descrição de eventos astronômicos.

Primeiros Telescópios

Os primeiros telescópios surgiram nos Países Baixos, pelas mãos do fabricante de lentes Hans Lippershey em 1608, formado por um tubo com lentes. Na época Galileu Galilei, astrônomo italiano, ficou sabendo e construiu o seu próprio telescópio, com capacidade para ampliar até nove vezes! O instrumento foi utilizado para a exploração dos corpos celestes e suas observações ajudaram a comprovar o sistema heliocêntrico de Copérnico.

Em 2009 comemorou-se 400 anos das primeiras observações de Galileu Galilei feitas em um telescópio, por isso 2009 foi declarado pela ONU, como o Ano Internacional da Astronomia.


Hubble

Depois do telescópio de Galileu o instrumento mais importante da Astronomia foi o Hubble!
Galileu não teve acesso a abundante tecnologia, mas conseguiu aprimorar um instrumento que marcou época trazendo grandes avanços para a Astronomia, hoje o satélite Hubble está revolucionando e trazendo muitas informações que de outra forma não seriam descobertas. As observações a partir do Hubble são fonte de milhares de estudos científicos. Ele vai completar em 2016, 26 anos no espaço. Foi lançado pela NASA em 24 de abril de 1990. Esse satélite deverá permanecer em órbita até 2030, um novo telescópio sucessor já está sendo previsto para 2018. O Hubble já sofreu vários reparos em missões técnicas, a última foi em maio de 2009, ano declarado como Ano Internacional da Astronomia.
Você sabe qual é a velocidade desse satélite? Uma média de 28 mil km por hora. Nessa velocidade consegue completar a órbita do nosso planeta em 95,5 minutos. Num mesmo dia pode dar 14 voltas à terra. Suas observações visam também o estudo da história da evolução do universo.


Abaixo está o site para acompanhar a rota do telescópio:


Arquivo da Nasa com imagens do Hubble:
http://apod.nasa.gov/apod/archivepix.html




sexta-feira, 1 de abril de 2016

Dia Primeiro de Abril - Origens

Dia Primeiro de Abril

Manhã ensolarada, as crianças vão chegando à escola com euforia. O sorriso é notório, gargalhadas.

- Olha o teu tênis desamarrado! - risadas
- Ei, tua calça está rasgada! - mais risadas
- Você deixou cair um papel no chão! - e assim vai...

É dia primeiro de abril. Essas brincadeirinhas são inocentes, mas há outras mais sérias, desrespeitosas e prejudiciais, como avisos mentirosos de falecimentos, ameaças de assalto, etc.. que podem provocar graves consequências. Um caso histórico, que deu inicio as piadas desse dia no Brasil, aconteceu na época do governo de Dom Pedro I, neste dia em 1828 saiu num periódico o aviso de falecimento do Imperador, que só foi desmentido no outro dia.

Historicamente acredita-se que a origem das mentiras e brincadeiras do primeiro de abril vem da França, que, como outros países europeus, tinha o primeiro de abril como o primeiro dia do Ano Novo no calendário antigo. Na semana anterior ao primeiro de abril, iniciavam os preparativos para os banquetes e presentes para as festas de final de ano.

A mudança para o dia 1º de janeiro ocorreu com a adoção do Calendário Gregoriano, adotado pela maioria dos países ocidentais. A França passou a adotá-lo a partir de 1564, mas naquela época as notícias demoravam a chegar, ou a se enraizar. Muitos franceses continuaram a seguir o calendário antigo, que comemora o primeiro do ano no dia 1º de abril. Os que sabiam da mudança os ridicularizavam, enviando convites para eventos falsos e presentes inusitados. A fama desse dia pegou, sendo chamado “dia dos tolos”, ou “dia da mentira”.

Então muito cuidado com o dia de hoje, seus amigos podem estar preparando uma peça para você, e não há razão para ficar bravo, pois nesse dia vale pregar uma mentirinha!

segunda-feira, 28 de março de 2016

Borboleta Monarca

Borboleta Monarca (Danaus plexippus)
Família: ninfalídeos
Subfamília: danaíneos
Ordem: Lepidoptera


A borboleta-monarca, muito popular em toda a América, principalmente na América do Norte está deixando três países preocupados com a diminuição de sua população. Canadá, Estados Unidos e México estão procurando soluções, através de força-tarefa para salvar as monarcas da extinção. Cerca de um bilhão de indivíduos migravam todo ano, mas na última década baixou para 33 milhões. Uma das maiores ameaças a essas borboletas, bem como tantas outras é o uso de inseticidas sintéticos, herbicidas que acabam com as asclépias, suas hospedeiras e alimento e o desmatamento. As plantações de transgênicos, culturas geneticamente modificadas, de milho e soja recebem pulverização de substância químicas para acabar com ervas daninhas, extinguindo inclusive a asclépia, alimento e planta depositária dos ovos das borboletas, pondo em risco essa espécie.


 O México está combatendo o desmatamento ilegal na área florestal Reserva da Biosfera das borboletas-monarca. Os EUA estão preocupados em fazer corredores de plantas da família das asclépias, ao lado de rodovias e apoiar programas de conservação de reservas. O Canadá já protege habitats de monarcas, como os pontos em que elas se reúnem para migrar rumo ao sul, porém cada vez menos monarcas retornam ao Canadá na primavera para depositar seus ovos.
Borboleta originária das Américas. Essa borboleta, de 7 cm, pode chegar até 10 cm, suas asas são adaptadas para longos voos, que ocorrem na época da migração, quando migram do inverno dos EUA e Canadá para o México, no mês de outubro, percorrendo em torno de 3.200 km, quando ficam em jejum devido aos grandes voos.




Essa migração é um grande milagre da vida, pois é um mistério, nenhuma delas aprendeu a jornada ou vive para fazer a viagem de volta. As larvas alimentam-se de asclepia nos EUA e Canadá e no final do verão, já adultas reúnem-se aos milhões, em grandes bandos para a viagem ao sul.
Voam a altitudes de até 110 m, percorrendo cerca de 130 km por dia, descansam à noite, podem alimentar-se de néctar, mas também usam as reservas de seu próprio corpo, ficando em jejum. Ao chegarem ao México, Flórida ou Califórnia, pousam nas mesmas árvores usadas pelas gerações anteriores, onde ficam em semi-hibernação. Na primavera reiniciam o caminho de volta para o norte, as fêmeas põem ovos ao longo do caminho e morrem, as gerações vão nascendo dos ovos e chegam ao Canadá no outono.

Na fase larval consomem uma grande quantidade de folhas das plantas hospedeiras asclépia-das-borboletas (Asclepias tuberosa), e serralha comum Asclepias syriaca.
Primavera e verão são as estações do acasalamento, em torno de 400 ovos são postos em 2 a 5 semanas. Os ovos eclodem em 4 dias na planta hospedeira. A serralha é uma hospedeira tóxica que favorece a defesa da lagarta contra os predadores. A lagarta tem riscas brancas, amarelas e e pretas com com oito pares de pernas curtas para trepar e partes da boca desenhada para mastigar folhas.
Seu desenvolvimento na fase de lagarta vai evoluindo em diferentes trocas de pele, alimentada pelo seu apetite voraz até que em torno de duas semanas, ela fia um botão de seda e firma-se de cabeça para baixo. Lá dentro a biologia transforma toda a lagarta, preparando-a para um inseto totalmente diferente. Em duas semanas a crisália se abre e surge o inseto adulto : uma linda borboleta monarca, de grande beleza, com asas alaranjadas delineadas com traços escuros e pontos brancos nas extremidades, com corpo negro, com 6 pernas longas, uma boca preparada para sugar néctar, dois pares de asas imaturas e úmidas que vão se expandindo conforme ela vão se agitando, espalhando fluido nas suas veias e secando as asas para que fiquem firmes para voar.



Para saber mais:
Revista Scientific American Brasil, novembro de 2013 (página 14)

Imagens: Domínio Público

domingo, 27 de março de 2016

Observação de Aves

Houve um tempo em que caçar passarinho fazia parte das brincadeiras da criançada, ter um estilingue, acertar o alvo muitas vezes e depois degustar a passarinhada. Parece mórbido, mas fazia parte da infância. Hoje muita coisa mudou, muita mata baixou, muitas espécies se extinguiram. Agora a ordem é lutar pela preservação de toda espécie de vida. Em relação aos passarinhos a tendência é observá-los, protegê-los, estudá-los, distinguir seu canto, conhecer os pássaros do seu entorno. Há muitos projetos nas escolas nessa linha promovendo a educação ambiental. Outros seguem o segmento do ecoturismo. Enfim a observação de aves, muitas vezes encarada como hobby, tem essa pratica enraizada há muito tempo na América do Norte e Europa.

Como começar?
Mesmo morando na cidade qualquer um pode observar aves. De forma amadora começamos a observar os pássaros ao redor de nossa casa. É importante ter um binóculos de longo alcance, lunetas, mas há pessoas que preferem apenas a máquina fotográfica. É interessante ter um bloco de anotações com vários contornos de aves para anotações das cores da plumagem para a identificação posterior. Neste bloco é importante escrever todas as circunstancias em que a ave se encontra, alimentando-se de frutos, ciscando no chão, na borda da mata ou no topo da mata, bem como a época do ano,( muitas são migrantes), o horário e local.
A melhor forma de identificar uma ave é ter um guia com as aves da região, pois há muitas espécies e algumas muito semelhantes, com pequenos detalhes que as diferenciam.
Há um número muito grande de aves em centros urbanos, nos parques, ruas arborizadas, jardins, etc.. Quando colocamos um comedouro de aves com frutas e quirera de milho, próximo a vegetação, nos espantamos com a quantidade e diversidade que se mostra a nossos olhos! Por isso a importância de plantas nativas, pomares, parques, atraindo aves, amenizando o concreto das cidades e aumentando a qualidade de vida das pessoas.


Há observadores experientes que usam gravadores e conseguem distinguir a ave pela sua vocalização.
A indicação na Internet é a enciclopédia de aves brasileiras interativa, Wikiaves e o Xeno-canto, um projeto colaborativo global, com gravações de vocalizações das aves.

Ética - Respeito às aves
A ética é um dever que deve permear sempre a atividade de qualquer observador de aves, e o que mais se pede é o respeito para com as aves, evitar estressá-las, principalmente quado estão nidificando. Observá-las através de esconderijos para passar despercebido e evitar chegar perto de ninhos.


Algumas aves adaptadas a centros urbanos:
As fotos abaixo foram tiradas na cidade de Caxias do Sul e no bairro Tijuca. 

BEM-TE-VI - ( Pitangus sulphuratus ) Essa ave é uma das mais populares do Brasil, adaptada a ambientes urbanos. Alimenta-se de frutas e insetos.



JOÃO-DE-BARRO (Furnarius rufus) – Conhecido pelo seu ninho de barro em forma de forno. Alimenta-se de insetos, como formigas, cupins e pequenos invertebrados.



PARDAL (Passer domesticus)Ave exótica e cosmopolita, originária do Oriente Médio. Essa ave é muito comum nas cidades. Alimenta-se de restos de alimentação humana, sementes, frutos, flores, insetos etc..
 Macho
Fêmea

POMBA-DE-BANDO (Zenaida auriculata) – Pomba que vive em bandos ou casais, cisca pelo chão a procura de grãos, sementes e também restos de alimentos como farelo de pão.

ROLINHA-PICUÍ (Columbina picui) Essa rolinha é bem menor do que as outras. Também cisca no chão e frequenta comedouros de aves.

Casal de pombinhas num galho de araucária, pomar residencia do bairro Tijuca na cidade de Caxias do Sul. 

ROLINHA-ROXA – (Columbina talpacoti) Essa pomba nativa se adaptou facilmente a ambientes urbanos. Frequenta comedouros de aves, quirera de milho, frutas e também insetos.


SABIÁ-LARANJEIRA (Turdus rufiventris) Ave grande, frequenta pomares com frutas, como mamão, laranja, abacate, figo, coquinho e caqui. Alimenta-se também de insetos, larvas e minhocas. Gosta de banhar-se.
 Fotografado no pomar de residencia do bairro Tijuca na cidade de Caxias do Sul.

Sabiá-laranjeira alimentando-se de caqui

SANHAÇO-CINZENTO (Thraupis sayaca) Essa ave frequenta pomares com frutas maduras. Alimenta-se também de insetos, cupins.
 Este pé de figo está carregado de figos maduros e recebe muitas espécies de pássaros principalmente os sanhaços cinzentos. Bairro Tijuca em Caxias do Sul.


TICO-TICO (Zonotrichia capensis) – Essa ave é muito comum nas cidades. Alimenta-se de insetos e frutas. Frequenta os comedouros de aves de quirera de milho e frutas.





 Espaço urbano avança na periferia trazendo prejuízos para o meio ambiente e a avifauna. Vista a partir do bairro Tijuca em Caxias do Sul, RS.

 Exemplos de Projetos nas Escolas:
 No Portal do Professor estão relatadas várias aulas relacionadas ao assunto, abaixo estão duas indicações:

Fotos de Vera E. Medeiros