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terça-feira, 21 de março de 2017

Aquífero Guarani


Aquífero Guarani

Na superfície de nosso planeta temos apenas 0,4% de água doce, nos polos e geleiras temos 68,7%, temos 0,8% de água congelada no solo (permafrost), e 30,1% de águas subterrâneas. Pensando em águas subterrâneas lembramos do Aquífero Guarani.

Esse aquífero, com águas acumuladas por séculos tornou-se mais conhecido a partir do ano 2000. Chegou a ser considerado o maior maior manancial de água doce subterrânea do mundo. Atualmente a maior reserva conhecida é o Aquífero Alter do Chão.

O Aquífero Guarani abrange quatro países da América do Sul: Dois terços estão no Brasil, cerca de 840 mil km² (69%), Argentina (21%), Uruguai (5%) e Paraguai (5%). Esse mar de água doce tem cerca de 1,2 milhão de quilômetros quadrados, com espessura entre 100 a 130 metros, em alguns lugares tem qualidade para consumo e abastecimento público e outros não é potável.

O nome Guarani foi batizado em 1996 pelo geólogo uruguaio Danilo Anton, homenagem ao povo Guarani, habitante da região, até ali era chamado de Aquífero Botucatu.

O Aquífero é uma manta de rocha porosa, arenito, que filtra a água que vem da superfície, nesses casos é necessário a proteção contra contaminação das águas. Há muitas áreas de afloramento, onde há recarga com a chuva, mas também que oferecem perigo de contaminação, uma das principais ameças as águas subterrâneas, tanto pela agricultura como esgoto doméstico. Na parte sul do Brasil há uma outra camada de rocha, basáltica, que cobre a manta porosa e por ser mais dura cobre o aquífero como se fosse uma tampa, protegendo-o. Nesses locais a profundidade pode chegar até 1,5 km, mas apesar da dificuldade para a perfuração da rocha, a vazão de água é muito grande, devido a pressão da água.

Os estudos do aquífero são recentes e propostas estão surgindo, principalmente de proteção desse recurso.O geólogo José Luiz Flores Machado, do Serviço Geológico do Brasil desenvolveu um importante estudo sobre o aquífero.

Um bem tão precioso assim gera cobiça de multinacionais. Em 2003 a OEA e o Banco Mundial criaram um fundo de apoio para proteção ambiental e desenvolvimento sustentável onde foi incluído o Aquífero Guarani.

Para saber mais:

domingo, 5 de março de 2017

Desmatamento da Amazônia

O IPAM, (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) que monitora o desmatamento da Amazônia, informou que no ano de 2016 o desmatamento da
Amazônia cresceu muito, 30%, com uma perda de 7.989 quilômetros quadrados, equivalente a 128 campos de futebol por hora!  Pará, Rondônia, Mato Grosso, estão na frente dos estados do Amazonas e Acre. O desmatamento cresceu  em terras privadas, na exploração ilegal de madeira,
criação de áreas de pastos e  assentamentos. O IBAMA defende-se alegando que possuem apenas  mil fiscais  para atender a demanda de 5 milhões de
quilômetros quadrados de floresta!
Derrubar florestas gera gás carbônico, aumentando o aquecimento global. Nas negociações climáticas, como o Acordo de Paris, a promessa do Brasil é zerar o desmatamento até 2030 e recuperar 12 milhões de hectares de floresta! Porém os dados mostram as falhas do governo em proteger a floresta, falhas no Código Florestal, na fiscalização dos crimes ambientais!

Em Belém há uma organização não governamental criada em 1990, Imazon, para monitorar o desmatamento,  em parceria com o Google criaram o Sistema de Alerta de Desmatamento em 2007, que fornece informações independentes das oficiais.


Para saber mais:

http://imazon.org.br/
 
http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2017/01/desmatamento-na-floresta-amazonica-cresceu-30-em-2016.html

quarta-feira, 1 de março de 2017

Não dá para cortar mais nenhuma árvore na Amazônia

Você sabia que uma árvore grande pode evaporar mais de mil litros de
água por dia? Essas moléculas de água na atmosfera transforma-se em
nuvens, que levadas pelo vento a outros lugares, fornecem água
através das chuvas. Agora pense nas árvores da floresta Amazônica,
cerca de 5 milhões de quilômetros quadrados de árvores, sem elas, sem
chuvas! A floresta tem a capacidade de provocar chuvas abundantes pela
liberação de substâncias voláteis que condensam o vapor d'água.
São cerca de 20 trilhões de litros d'água diariamente que se
condensam transformando-se em chuva.
Uma árvore gigante solitária, denunciando o que sobrou da floresta - Rio Branco - Acre
 Quilômetros e quilômetros de terra desmatada



O desmatamento da floresta amazônica é perturbador, ela está
caminhando para o desaparecimento! A situação é gravíssima. O
biogeoquímico Antonio Donato Nobre do Centro de Ciências do Sistema
Terrestre do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) alerta:
Não dá para cortar mais nenhuma árvore na Amazônia. Segundo o seu
relatório O futuro climático da Amazônia, o desmatamento da floresta
provocaria um grande deserto nas regiões Sudeste, Sul e parte do
Centro-Oeste, no Brasil, e na Bacia do rio da Prata, parte do Paraguai
e Argentina, a região mais rica da América Latina. Segundo o estudo,
os ventos vindos da floresta produzem 60% mais chuvas no Sudeste do
que os ventos que vem do Atlântico. Mas esse mecanismo natural está
ameaçado pela motosserra e pelo fogo! Esse estudo foi feito em cima de
dados científicos sobre a Amazônia, a cada ano a floresta vai
perdendo a capacidade de formar nuvens que através do vento e das
chuvas abastecem a região sul americana.
A floresta também protege contra a ação de tornados e furacões,
combinada com os Oceanos Atlântico e Pacífico, distribuem e dissipam
a energia dos ventos de elevada altitude.
Há necessidade de uma nova mentalidade, de iniciativas
preservacionistas. Esses dados estão nas mãos dos governantes, porém
não foram suficientemente capazes de promover políticas mínimas para
preservar a integridade da floresta!

Bibliografia: Scientific Amarican Brasil, nº 63 (www.sciam.com.br)
O Futuro Climático da Amazônia – Relatório de Avaliação Científica,
Makarieva E Gorshlov, Nobre, A.D. Biotic pump of atmospheric moisture
as driver of the hydrological cycle on land. 2007

domingo, 19 de fevereiro de 2017

O mar


O mar sempre foi marcante na minha vida, morando na serra o contato com o litoral acontecia apenas uma vez ao ano não mais que uma dezena de dias.

 E esse encontro era cheio de rituais envolvendo a preparação das férias, o verão, a leveza. Na passagem do ano o mar ajudava com suas ondas, pular sete ondas  potencializava nossos pedidos! E para ter a proteção,  o respeito e reverência à mamãe das águas!
 
O mar nos atrai, nossa origem vem da água, seu movimento é a pura mudança, a força da natureza que não tem controle. O vento transforma a superfície plana das águas em ondas.

O sol e a lua também participam da ondulação das águas, com a força gravitacional, gerando as marés.  
 
O mar é o nosso coração, as nossas paixões, representa a própria vida, em movimento, mas também a morte e o renascimento.

Para os gregos o deus das águas é Poseidon, para os romanos é Netuno, deuses vingativos, cruéis nas tempestades, controladores dos ventos que podem chegar a mais de 100 km por hora provocando furações, maremotos e tsunamis!

 Para nós brasileiros a senhora reinante das ondas é Iemanjá!














Ondas na linha do litoral


Fotos: Praia Arroio Silva - SC 

Hibiscus


 


Uma das flores, símbolo do calor tropical, muito usada em estamparia é a flor do hibisco. Lembro dos anos 80, quando a tendência da moda para os jovens vinha do surf e do skate, das camisas masculinas com enormes flores de hibisco, que nos remetia ao Havaí ou praias ensolaradas! Ainda hoje essa estampa faz sucesso. Mas afinal que flor é essa?

O hibisco que produz as flores maravilhosas que conhecemos é nativo da Àsia tropical, mas proliferou pela Europa, Ásia e a América.

Hibiscus é uma palavra grega que significa Ísis, a deusa egípcia. Essa deusa era a representação da mãe e esposa ideal, protetora dos mortos e das crianças!

Essa planta é da família das Malvaceae, com uma infinidade de espécies. Ela se adapta bem a climas quentes e úmidos, não tolera geadas, por isso é associada ao mundo tropical!

Possui folhas e flores exuberantes. A flor em forma de cálice tem diversas cores e tonalidades. Um único arbusto produz muitas flores, que duram pouco, mas se renovam continuamente. No final do inverno a planta deve ser podada para brotar na primavera, são esses ramos novos que produzirão as flores do ano.



A espécie hibiscus sabdariffa é medicinal, o chá das flores é usado nas dietas de emagrecimento. A espécie contem antioxidantes que nos protegem contra os radicias livres. O chá da flor possui polissacarídeos, glicose e frutose, é rico em cálcio, magnésio, ferro, vitaminas A e C, além de outros elementos favoráveis a saúde.



As espécies ornamentais, mais usadas em jardins são o hibiscus rosa-sinensis e o hibiscus syriacus

A partir da hibridação do hibiscus rosa-sinensis com outras espécies, surgiram a grande variedade que conhecemos atualmente. 


 


 


Fotos tiradas em Ibiúna - SP

 Para saber mais:
http://www.infobibos.com/Artigos/2008_4/hibisco/index.htm

domingo, 11 de dezembro de 2016

Estrada do Imigrante - Casas Bonnet

Em Caxias do Sul há muitos pontos turísticos, mas para quem quer conhecer a região do RS, onde chegaram os primeiros imigrantes, com suas casas feitas de pedra, a sugestão é almoço típico com passeio nas Casas Bonnet, na Estrada do Imigrante.

Henry Bonnet, francês, chegou a essa região em 1875, época do início da imigração italiana. Ele construiu uma pequena casa de pedra e barro em 1877, que serviu de armazém de secos e molhados para os imigrantes que chegavam. Dois anos mais tarde ele construiu outra casa maior, onde é o atual restaurante Bonnet. Essas duas casas foram hospedarias para os imigrantes. Há mais de 60 anos o patrimônio pertence a família Tonietto, que a partir do ano 2000, vem resgatando a história e cultura dos antepassados com turismo rural através do restaurante típico, apresentação artística com música dos componentes da família, visita à casa museu e passeio de carretão por caminhos entre vinhedos, matas, vales e paisagens da serra gaúcha.

A antiga casa hospedaria transformada em restaurante


Após o almoço, apresentação de músicas italianas pelo casal de nonos, filhos e netos 

 Observem a grossura da parede pelo parapeito da janela. 

As primeiras construções eram de pedra. Enfileiravam as pedras fazendo a parede dupla e no vão formado por elas, preenchiam com barro e pedregulhos, deixando as paredes grossas. As aberturas era reforçadas com troncos grossos de madeira.



 Dois carretões prontos para o passeio





 Vista das videiras e do vale









 Depois do passeio conhecemos o museu da primeira casa de pedra,  nas proximidades do restaurante




 A casa construída por Bonnet em 1877

 Fotos do interior da casa, com instrumentos e maquinaria usada pelos imigrantes







 Capela São Luiz
Escola João Spadari Adami

Agradeço à Escola Ângelo Guerra, que possibilitou esse passeio aos professores.