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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Dia da Árvore


No Brasil o dia da árvore é comemorado no dia 21 de setembro, marcando também o início do ciclo da primavera. Esses seres que ficam em pé nos acompanham desde antes do homem ser homem, nos inspirando a busca pelo divino no seu crescimento aos céus!

Elas nos completam na respiração pois nosso resíduo, gás carbônico é alimento para elas, e o resíduo delas, oxigênio, para nós é vida! Assim nos complementamos, a bondade arbórea não tem limites, tornam o clima ameno, sobreiam no sol forte, abrem oásis no deserto, nos alimentam e nos dão morada. Há árvores de crescimento rápido, de cerne mole, usadas para celulose, outras mais nobres, de crescimento lento, de madeira de lei, que deveriam ser efetivamente protegidas. Muitas em perigo de extinção, por isso mesmo foram feitas leis para protegê-las. 

Cada estado tem uma de seu agrado, escolhida a dedo, no RS a nossa árvore homenageada é a araucária. As matas do sul eram cobertas de araucárias, mas em poucos anos foram dizimadas, leis foram feitas para que não se extinguissem por completo. Dizem que a araucária pode viver mais de 200 anos e pode atingir mais de 50 metros de altura. Pudera, tanto conhecimento assim nos remetem a pesquisas da sua origem, pasmem, ela surgiu há mais de 200 milhões de anos, no período Triássico!

Sabendo que são pré-históricas, é uma afronta e desumanidade ver sua destruição, a substituição das florestas de araucárias por florestas de pinus ou de eucalipto com fim comercial, como se as árvores estivessem aqui somente para nós lucrarmos com elas, se não traz lucro não é bem vista. Que pena, a civilização que não pensa no futuro cai em desgraça. Os dados estão visíveis, 5 mil quilômetros quadrados de mata são destruídos a cada ano, sem compensação, em detrimento a outros terráqueos que também merecem respeito!

 Mudinhas de araucária cultivadas com carinho







 A grande multiplicadora das araucárias: a gralha azul
 Sem a araucária os grupos de bugius vão diminuir
 A biodiversidade sofre com a ganância do ser humano

A mata não tem preço, vale por ela mesma, quando vamos entender isso?

Para saber mais:

domingo, 28 de agosto de 2016

Pinus - Ameaça à diversidade



Antigamente cortava-se árvores indiscriminadamente para a demanda de madeira, lenha e celulose. As árvores produziam madeira para construção civil, móveis e queima. Na nossa região a mata de araucária, inserida no bioma da Mata Atlântica, abundante não só nos horizontes sulinos, mas presente também nos estados de Paraná e Santa Catarina, quase desapareceu por conta das demandas das serrarias. A araucária foi protegida pelo Código Florestal Brasileiro nos anos 60. 

 

Para a substituição dessa demanda, grandes áreas foram reflorestadas com a utilização de árvores vinda de outros países. Programas de reflorestamento optaram por árvores de crescimento rápido, como o Pinus elliottii, da América do Norte, com madeira de qualidade e crescimento rápido.

O Pinus elliottii foi introduzido com sucesso no Brasil por volta dos anos 70, dentro dos programas de reflorestamento com incentivos fiscais. Pinheiro de crescimento rápido, adaptado ao frio e a solos pobres, favoreceu alternativa para desenvolvimento de várias regiões. Madeira utilizada com destaque na construção civil, mas também na celulose, pois produz a fibra longa, preferido para fabricação de caixas de papelão e embalagens. Com 17 anos sua madeira já pode ser utilizada. Sua resina também é importante economicamente pois é utilizada para a produção de breu e terebentina. 

Pinus no meio das nativas

 
Sabemos que as industrias florestais são importantes para a demanda da industria de celulose e madeira. Porém o preço por essa demanda está se mostrando muito alto. Essa espécie é considerada invasora alterando ambientes naturais. Suas sementes são aladas, dispersam-se com o vento causando uma grande ameaça à diversidade pois a lenta decomposição de suas folhas prejudicam a germinação de espécies nativas e aumenta a acidez do solo.

Devido ao interesse econômico as matas nativas são substituídas pela monocultura que rende divisas, ao contrário da mata original. A proliferação desmedida, sob os auspícios do interesse econômico provocou alterações preocupantes no ecossistema natural, provocando a redução da biodiversidade com a ameaça de extinção de vários animais considerados endêmicos. As grandes monoculturas de árvores para o corte proliferam-se também nos campos, no bioma Pampa, alterando significativamente esse ecossistema, exterminando a fauna dependente desse bioma. A transformação dos campos nativos em monocultura de pinus provocam desequilíbrio ambiental, provocando a extinção de espécies e alteração das relações ecológicas dos ecossistemas. A biodiversidade, vital para o equilíbrio dos ecossistemas está em perigo ameaçando o fim de uma infinidade de animais e aves, que dependem das nativas para sobreviverem.


O Livro Vermelho da Fauna Ameaçada de Extinção no RS de 2003 denuncia 250 espécies de animais ameaçados de extinção no nosso estado, muitas devido à expansão da monocultura de árvores para a industria madeireira.

Principais animais ameaçados: onça-pintada, onça-parda, mono-carvoeiro, macaco-prego, guariba, mico-leão-dourado, preguiça-de-coleira, caxinguelê, anta, queixada, cateto, tatu de rabo mole, veado campeiro, furão, gambá, cuíca, ouriço-caixeiro, preá, serelepe, capivara, tamanduá-mirim, jaguatirica, bugio-ruivo, lobo-guará, quati, irara, lontra, paca e a cutia estão entre os mamíferos ameaçados de extinção. As principais aves ameaçadas são a gralha-azul, tirivas e papagaios.

Para saber mais:

FONTANA, Carla S, BENCKE, Glayson A, REIS, Roberto E. - Livro Vermelho da Fauna Ameaçada de Extinção no Rio Grande do Sul - Edipucrs, 2003

KOCH, Marília Machado, HENKES, Jairo Afonso - A interferência das plantações de pinus spp nos ecossistemas dos Campos de Cima da Serra, RS in

IPTU VERDE NAS CIDADES COM CONSCIÊNCIA AMBIENTAL!


A cidade de Caxias do Sul está revelando sua face urbanizadora de forma selvagem em relação ao meio ambiente. A área urbana tem aumentado fazendo com que as terras de maior extensão, mesmo com arborização de nativas ou protegidas no caso do pinheiro brasileiro, estão sendo vendidas para construtoras, causando um grave risco para os ecossistemas. Essas áreas são desmatadas para a construção de infraestrutura para os tais loteamentos. Como acontece em todo o Brasil, a construção civil é uma das grandes causadoras da degradação ambiental.
 Há décadas trabalhamos com conscientização ambiental nas escolas, com esperança de que as gerações vindouras não promovam ações de destruição ambiental. Sabemos que meio ambiente e sustentabilidade já estão em pauta não só nas escolas, mas em todas as esferas das sociedades, reforçados pela mídia e pelo próprio Poder Público. Então ficamos sem saber o que responder ao estudante que pergunta sobre uma destruição local:
- Professora, se devemos ter tanto respeito com o meio ambiente, porque desmataram tanto em Ana Rech?
- Por que? Também pensei, reforçamos tanto os cuidados com o meio ambiente, os projetos da escola são todos voltados a isso, como responder a essa questão? 

Bom, fui pesquisar, falar com as pessoas de Ana Rech e o que ficou muito claro foi que as terras foram vendidas forçosamente, pois o IPTU(Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana) chegou por aqui, ficando os valores altíssimos para quem tem mais de um terreno. Isso é chocante, pois as empreiteiras se aproveitam dessa situação, ficando ainda com a imagem de salvadoras das vítimas do IPTU.


Transcrevo abaixo o artigo 225 da Constituição de 1988 que nos assegura o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, como obrigação do Poder Público e nossa obrigação e dever de defendê-lo.

Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações.
§ 3º O ato de outorga ou renovação somente produzirá efeitos legais após deliberação do Congresso Nacional, na forma dos parágrafos anteriores.
§ 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:
§ 4º O cancelamento da concessão ou permissão, antes de vencido o prazo, depende de decisão judicial.
§ 5º O prazo da concessão ou permissão será de dez anos para as emissoras de rádio e de quinze para as de televisão.
I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas; (Regulamento)
II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético; (Regulamento) (Regulamento) (Regulamento) (Regulamento)
Art. 224. Para os efeitos do disposto neste capítulo, o Congresso Nacional instituirá, como seu órgão auxiliar, o Conselho de Comunicação Social, na forma da lei.
IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade; (Regulamento)
com base nesta lei também foi estabelecida a Política Nacional do Meio Ambiente,
 A área urbana avança levando tudo o que encontra pela frente. Araucárias, pinheiros da época dos dinossauros, desaparecendo da nossa paisagem por conta do poder econômico!
Imagens de Vila Seca, interior de Caxias do Sul

Pesquisando sobre IPTU verde descobrimos que várias prefeituras de vários estados brasileiros já estão aplicando-o, com redução de até 80% para os terrenos declarados como não edificáveis e não explorados economicamente.
O IPTU verde é um mecanismo em que o cidadão consegue descontos, devido ao uso racional e sustentável, como conservação de área verde, e outras condutas sustentáveis.


E o nosso município? Fiquei chocada, muito chocada, considerada a cidade mais limpa do Brasil, exemplo nacional de coleta mecanizada seletiva de lixo etc.. não tem IPTU verde, isso mesmo, acarretando o que citei no início, a degradação das áreas verdes da periferia urbana.
Encontrei apenas um projeto de lei complementar de 03 de junho de 2014 do vereador Guilherme Guila Sebben/PP, com tímidos descontos de 3% a 20% aos proprietários de imóveis que adotem medidas que estimulem a proteção, preservação e recuperação do meio ambiente.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Madre Teresa de Calcutá

Madre Teresa de Calcutá, nascida Agnes Gonxa Bojaxhiu nasceu no dia 26 de agosto de 1910, em Skophe na atual Macedônia. De origem albanesa, católicos praticantes viviam numa comunidade de maioria muçulmana. Seus pais Nikola e Drana tinham posses, faziam caridade e viviam bem até a morte de seu pai Nilola em 1919. Sua mãe Drana costurou muitos vestidos de noiva para sustentar suas três crianças: Aga, Lazare e Agnes.
Assistir missas diárias e fazer o rosário eram rotina na vida de Agnes. Sua mãe era muito caridosa, cuidava de um bêbado e de uma viúva mãe de 6 filhos, que depois depois de falecer teve seus filhos adotados pela mãe de Agnes.
Agnes, muito religiosa, já queria ser freira aos 12 anos, mas antes disso já dava aulas de catecismo. Inteligente e estudiosa, lia muito sobre missionários na Índia. Aos 18 anos fez votos às Irmãs de Nossa Senhora do Loreto, congregação muito atuante na Índia. Em Dublin aprendeu a falar inglês e recebeu treinamento para a vida religiosa, escolheu o nome de Teresa, em homenagem a freira espanhola Santa Teresa de Ávila.

Em 1929 parte para a Índia, começou ensinando geografia na Escola de Santa Maria em Calcutá. Chocava-se com a quantidade de mendigos e leprosos nas ruas da cidade. Em Bengaly ajudou as irmãs de Loreto no hospital  e novamente viu muita miséria e pobreza. Em 1937 faz seus votos definitivos de pobreza, castidade e obediência. Seu caráter nobre e bondoso encantaram a todos pois que ela jamais ficou indiferente à miséria, doença e sofrimentos dos outros. Visitava hospitais, favelas e famílias carentes. Em 1946 ouve o chamado que vai transformar sua vida, ela deveria deixar o convento e viver com os pobres. Seu pedido foi negado e somente em 1948 recebe a permissão de viver como freira independente. Faz um curso de enfermagem em Patna e retorna à Calcutá, onde passa privações, mas seguindo seu destino, vai de casa em casa, ensinando noções de higiene, ensinando a ler e escrever, cuidando de doentes, dos necessitados e pobres como ela. Deus nunca lhe faltou, pois desse voto de pobreza ela iniciou uma grande obra.

A Congregação Missionária da Caridade foi aprovada pela Santa Sé em 1965, atuando em vários países como Albânia, Palestina, Rússia, China, Canadá, Cuba, EUA etc. Em 1973 recebe o Prêmio Templeton e em 1979 o Prêmio Nobel da Paz.
Madre Teresa faleceu no dia 5 de setembro de 1997 em Calcutá,  em 19 de outubro de 2003 foi beatificada.

Sua vida foi calcada no amor ao próximo e na fé inabalável.

" Antes de falar, é necessário que você ouça, pois Deus fala no silêncio do coração."

" Nós não podemos fazer coisas grandes, apenas coisas pequenas com amor."
" O mundo não tem fome apenas de pão, mas tem fome de amor, de ser querido, de ser amado".

" Se realmente queremos amar, devemos aprende a perdoar." 

" Não se permitam se sentirem desanimados por qualquer fracasso, contanto que vocês tenham feito o melhor que puderam".

" Em vez de morte e tristeza, vamos trazer paz e alegria para o mundo. Para isso devemos pedir a Deus por Seu dom de paz e aprender a amar e aceitar cada um como irmãos e irmãs, filhos de Deus. Nós sabemos que o melhor lugar para crianças aprenderem a amar e rezar é na família, vendo o amor e a oração de seus pais e mães. Quando as famílias quebram ou se desunem, muitas crianças crescem sem saber como amar e orar. Um país onde muitas famílias foram destruídas desta forma tem muitos problemas. Tenho visto com frequência, especialmente em países ricos, como crianças se voltam para drogas e outras coisas para escapar de se sentirem não amadas e rejeitadas."

Bibliografia:
BALAN, Patrícia, NOBRE, Ricky - Madre Teresa de Calcutá A Doutrina do Amor, Série Vida e Fé nº 2. Editora Escala. SP

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Sustentabilidade e diversidade


Quando viemos morar no interior fiquei impressionada com dois enormes eucaliptos próximos a nossa moradia, gigantescos com tronco e galhos claros reinando nas alturas. De vez em quando alguma ave de rapina pairava nos galhos mais altos. Nos dias quentes e chuvosos brotavam cogumelos comestíveis por debaixo das folhas. Usávamos suas folhas para chá e infusão para problemas respiratórios. Essas árvores gigantescas deviam ter pelo menos uns 50 anos, sabíamos do seu crescimento rápido, por isso são preferidas para a industria de celulose, madeireira e moveleira.

Certa vez amigos entendidos nos alertaram sobre os perigos do eucalipto, principalmente quanto a absorção de água. O eucalipto é originário da Oceania. Por volta do século XIX alastrou-se para a Europa e o mundo todo, usado para drenagem de pântanos, já que consome uma grande quantidade de água. No Brasil chegou em fins dos anos 60, principalmente devido ao valor econômico, para a industria de celulose.
 O cultivo de árvores na forma de monocultura empobrece a terra, desrespeitando todas as formas de vida de um ecossistema.
 Floresta transitória de eucalipto, a terra em que brota logo estará nua, sofrendo de erosão,  com o corte das árvores para o mercado.






Os benefícios apregoados devia-se principalmente ao seu crescimento rápido e adaptabilidade a diversidade de climas. Estávamos na época em que a Revolução Verde parecia a grande solução para a fome da humanidade. O discurso ideológico da revolução verde apoiava as inovações tecnológicas na agricultura, silvicultura, envolvendo a utilização de agrotóxicos, mecanização do campo, sementes modificadas e destruição de florestas nativas para plantio de monoculturas de árvores de crescimento rápido. Buscava-se maior produção, a custa da destruição da diversidade, prejudicando tanto a flora, pois foram escolhidas algumas espécies consideradas milagrosas, (pinus, acácia, eucalipto), quanto da fauna, que não sobrevive nas monoculturas de árvores exóticas.

As primeiras experiencias foram exitosas, mas já de longa data sabemos dos resultados desastrosos em várias partes do mundo. Os mais prejudicados foram os pequenos produtores que se tornaram dependentes de fertilizantes, pesticidas e máquinas produzidas por multinacionais, não conseguem competir com as grandes empresas agrícolas, resultando em êxodo rural e endividamento.
A fome no mundo não foi solucionada, porém o consumismo aumentou exageradamente. Produções de grãos atendem principalmente a alimentação da pecuária intensiva, então a fome não é falta de alimentos, mas falta de recursos para adquiri-los. A água, outro problema sério que enfrentamos tem abastecido principalmente a irrigação da produção de grãos, que consome 70% da água doce no mundo. O setor da agricultura e pecuária intensiva também gera gases que aumentam o efeito estufa.

Segundo o livro de Vandana Shiva (indiana Ph.D em filosofia e ativista ambiental) “Monocultura da Mente” (Editora Gaia, 2003) a silvicultura científica, que brotou da Revolução Verde nasceu de interesses comerciais, reduzindo o valor da diversidade da vida das florestas ao valor de uma poucas espécies, ao custo da destruição de ecossistemas das florestas tropicais à uniformidade da linha de montagem, pois a fábrica serviu de modelo à floresta modelo, onde são eliminadas as árvores nativas, sem valor comercial, para a maximização dos lucros, sem respeito a diversidade, que é a base da estabilidade ecológica e social.


Depoimento de Vandana Shiva O tempo e o modo - [RTP 2012]

Jogos Olímpicos da Era Moderna


Jogos Olímpicos da Era Moderna


Estamos no 31º Jogos Olímpicos, porém apenas 28 Jogos foram realizados, visto que em não foram realizados os Jogos de 1916, que aconteceriam em Berlim , devido à Primeira Guerra Mundial e os Jogos de 1940 e 1944 devido à Segunda Guerra Mundial. 
A cidade de Londres já sediou 3 Olimpíadas, de 1908, 1948, e 2012. As cidades de Atenas, Paris e Los Angeles já sediaram por duas vezes.
2016 é a vez do Brasil, no XXXIº Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.
 
1896 - I Jogos Olímpicos – ATENAS - Grécia
1900 - II Jogos Olímpicos – PARIS - França
1904 - III Jogos Olímpicos - SAINT LOUIS - Estados Unidos da América
1906 - Edição comemorativa - ATENAS - Grécia
1908 - IV Jogos Olímpicos – LONDRES - Reino Unido
1912 - V Jogos Olímpicos – ESTOCOLMO - Suécia
1916 - VI Jogos Olímpicos - devido a 1º Guerra Mundial essa Olimpíada não foi realizada
1920 - VII Jogos Olímpicos – ANTUÉRPIA - Bélgica
1924 - VIII Jogos Olímpicos – PARIS - França
1928 - IX Jogos Olímpicos – AMSTERDÃ - Países Baixos
1932 - X Jogos Olímpicos - LOS ANGELES - Estados Unidos da América
1936 - XI Jogos Olímpicos – BERLIM - Alemanha
1940 – XII – devido a 2º Guerra Mundial essa Olimpíada não foi realizada.
1944 - XIII devido a 2º Guerra Mundial essa Olimpíada não foi realizada.
1948 - XIV Jogos Olímpicos – LONDRES - Reino Unido
1952 - XV Jogos Olímpicos – HELSINQUE - Finlândia
1956 - XVI Jogos Olímpicos – MELBOURNE - Austrália
1960 - XVII Jogos Olímpicos – ROMA - Itália
1964 - XVIII Jogos Olímpicos – TÓQUIO - Japão
1968 - XIX Jogos Olímpicos - CIDADE DO MÉXICO - México
1972 - XX Jogos Olímpicos – MUNIQUE - República Federal da Alemanha
1980 - XXII Jogos Olímpicos – MOSCOU - União Soviética
1984 - XXIII Jogos Olímpicos - LOS ANGELES - Estados Unidos da América
1988 - XXIV Jogos Olímpicos – SEUL - Coreia do Sul
1992 - XXV Jogos Olímpicos – BARCELONA - Espanha
1996 - XXVI Jogos Olímpicos – ATLANTA - Estados Unidos da América
2000 - XXVII Jogos Olímpicos – SYDNEY - Austrália
2004 - XXVIII Jogos Olímpicos – ATENAS - Grécia
2008 - XXIX Jogos Olímpicos – PEQUIM - República Popular da China
2012 - XXX Jogos Olímpicos – LONDRES - Reino Unido
2016 - XXXI Jogos Olímpicos - RIO DE JANEIRO - Brasil

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Dia 13 de Maio

Dia 13 de maio é uma data oficial que sinaliza o fim da escravidão no Brasil, conforme a Lei Áurea de 13 de maio de 1888. O projeto desta lei foi apresentado na semana anterior a sua assinatura. A lei foi sancionada pela filha de D. Pedro II, a princesa regente Isabel, pois seu pai  estava em viagem pela Europa.

Abolição lenta:

A abolição estava acontecendo de modo gradual, o tráfico negreiro foi extinto em 1850 (Lei Eusébio de Queiroz). A Lei do Ventre Livre, dando liberdade aos filhos de escravas foi outorgada em  1871. Esperou-se ainda 14 anos para libertar os sexagenários, porém com idade limite de 65 anos,  em 28 de setembro de 1885 (Lei Saraiva-Cotegibe).


Na situação do Brasil nesse período, não havia outra saída para a escravidão, pois era o último país da América a abolir essa prática desumana. Havia pressões dos grupos liberais, abolicionistas e da maioria dos parlamentares, porém não houve projetos para o amparo aos ex-escravos garantindo sua sobrevivência. Eles não foram indenizados pelos árduos anos de trabalho. A elite ruralista não queria abrir mão da escravidão e depois desta ser sancionada se eximiu da responsabilidade, não concedendo a partilha da terra ou de animais aos que nela trabalharam, como ocorreu nos EUA. Os ex-escravos foram largados à sua própria sorte. 

Após a abolição no Brasil não ouve o  segregacionismo de forma institucional, embasado em leis, como ocorreu nos EUA, porém  o racismo continuou sim, de forma velada. A luta nos EUA pela abolição também foi acirrada, marcada pela guerra civil entre norte e sul que só terminou dois anos após a abolição. A abolição ocorreu 25 anos antes do Brasil, em 1863, com o presidente Abraham Lincoln, com a indenização através de terras e animais, que possibilitou aos ex-escravos começarem uma nova vida, mas infelizmente as leis segregacionistas apontaram para a continuação do racismo e segregação, provocando muitos conflitos e lutas.

Quilombo dos Palmares:

No Brasil escravocrata surgiram várias comunidades de escravos fugidos, esses lugares eram de difícil acesso. O Quilombo do Palmares é o mais famoso, localizava-se na Serra da Barriga em Alagoas. Em meadas do século XVII cresceu e prosperou. A época era propícia à fugas devido as invasões holandesas. Expedições dos senhores brancos não conseguiram destruir o quilombo por muitas décadas. Em 1694 o bandeirante Domingos Jorge Velho, liderando milicias oficiais conseguiu derrotar o quilombo.  Zumbi dos Palmares simboliza a luta e a resistência. Ele morreu no dia 20 de novembro de 1695, defendendo os direitos de seu povo.

"EM 20 de novembro de 1695, André Furtado de Mendonça cortou a cabeça de Zumbi, levando-a para o Recife. Porém, por mais que espalhassem a notícia, milhares de escravos, nas suas senzalas, jamais acreditaram no que ouviam. Zumbi morto? Impossível. Um deus da guerra não pode morrer. E do fundo das noites cantavam para dar mais força e vigor ao rei de Palmares.
- Zumbi, Zumbi, oia Zumbi!"
Grandes Personagens da Nossa História - Abril Cultural - SP - 1969

A data de 13 de maio  não é reconhecida pelo movimento negro desde os anos 80, pois é uma data oficial, não resgata as lutas dos próprios negros contra a escravidão. Foi escolhida outra data, 20 de novembro, dia da morte de Zumbi dos Palmares. O Dia da Consciência Negra foi sancionada em 2011 pela Lei 12.519/2011 pela presidente Dilma Roussef. O 20 de novembro é uma data que convoca a todos a  reflexão sobre a grande influencia da cultura afro na nossa sociedade, ai sim, temos motivos para comemorar!



sábado, 7 de maio de 2016

O dia do silêncio

O dia do silêncio é comemorado no dia 7 de maio, acredito que se refletirmos sobre o silencio poderemos valorizá-lo! Sim, valorizar o silêncio, aquele silêncio da calmaria, pipocado com o som da cigarra, do canto dos pássaros, nostalgia ou não, somente a partir do silencio podemos sair da inconsciência que nos envolve na agitação do dia-a-dia, em meio a ronco de motores, buzinas, som alto, e desejos de consumo que nos movem constantemente para a busca de satisfação e de felicidade!

No dia do silêncio a sugestão é desligar a TV, o som, o notebook, o celular e se afastar por um momento de todo tipo de sons, difícil né? Principalmente no mundo urbano, sempre haverá algum tipo de ruído lá fora que vai nos tirar do silêncio. Mas vale a pena experimentar, em algum momento nesta tentativa de silenciar vamos conseguir nos concentrar e anular os ruídos externos.

Somos uma parte da essência maior, e a essência maior é a inteligencia infinita, que criou nosso planeta e todo o universo!


Insatisfação

Não sei se foi sempre assim, mas cada vez mais as pessoas sofrem, carregam dentro de si sentimentos de insatisfação e de busca constante. O que mais nos satisfaz é possuir coisas, comprar objetos, celular novo, roupa nova, carro novo... a aparência e a ostentação são palavras de ordem, mas nesse contexto sofremos pois as coisas de fora não nos satisfazem por um tempo longo, são passageiras, trazem um entusiasmo de fogo de palha, depois vem a insatisfação de novo.

Silenciando com o coração

Lembro que certa vez encontrava-me muito angustiada, ansiosa querendo abraçar o mundo e não conseguindo, pois meus braços estavam pequenos demais. Uma pessoa muito especial me aconselhou aquietar-me e ouvir meu coração. Naquela época isso pareceu-me um absurdo, ouvir meu coração? Sim, disse ela, o coração tem todas as respostas às nossas perguntas,mas precisamos silenciar para ouvi-lo. Claro que não segui o conselho naquela época, mas bem mais tarde quando comecei a fazer meditação, entendi aquele conselho recebido na adolescência, e lembrei-me dele justamente quando estava quieta, tentando relaxar. Procurei aquietar os pensamentos, tarefa difícil, pois os pensamentos são muito barulhentos, indisciplinados e afobados. Nos intervalos de trégua com eles conseguia ouvir a pulsação do coração e tentei me concentrar nela. Me dei conta que nunca tinha parado para ouvir o coração bater. Ele bate sim, ele pulsa, lembrei das aulas de ciências, da função de bombear sangue para todo o organismo. Obrigada coração por esse trabalho incógnito, trabalho árduo, pois bates muitas vezes por minuto, minha vida depende de ti, pois se parar de bater eu não mais existirei.

Em outros momentos tentei falar com ele, oi coração tudo bem? Ouvi dizer que você tem respostas pra tudo, pode me ajudar? Me dar um conselho, me chamar atenção se estiver errada? As respostas eram minhas mesmo, eu respondia pra mim mesmo que sim, que eu poderia ajudar, que era só pedir. Parece ridículo, mas gostei da brincadeira e tornei um hábito conversar com meu coração, descobri que dentro de nós, no nosso silêncio temos as respostas para tudo, pois somos uma parte da essência maior, e a essência maior é a inteligencia infinita, que criou todo o universo!

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Dia Nacional do Livro Infantil


Dia 18 de abril é dia Nacional do Livro Infantil desde a criação da Lei 10.402/2002, que confere essa comemoração ao dia de nascimento de Monteiro Lobato.


Edição de 1973


Tenho 7 livros antigos, infanto-juvenis de Monteiro Lobato, encadernados,  ilustrados por Manoel Victor Filho publicado pela Editora Brasiliense em 1973. Um grande tesouro, adquirido num sebo de livros, livros grandes, 21 cm por 31 cm. Sinto não tê-los na minha infância, pois tínhamos acesso a eles através da biblioteca da escola.  Quem não leu, mesmo assim o conhece, ou suas histórias, como o Sítio do Pica-Pau-Amarelo, transportado para a TV desde os anos 60. As histórias de Monteiro Lobato, seus personagens encantaram muitas gerações. Narizinho, Pedrinho, Dona Benta, Visconde de Sabugosa, Marquês de Rabicó, tia Anastácia, Dona Benta, tio Barnabé e os folclóricos marcaram a infância de muita gente. Há teorias que afirmam que quem leu Monteiro Lobato na infância tem mais criatividade.

O escritor nasceu em Taubaté, SP em 1882, quando o Brasil era ainda escravista, por isso esse contexto escravista marca sua obra também. O livro de contos “Negrinha”, nos emociona com a denuncia da condição dos escravos.

Aos 36 anos, (1918) escreveu Urupês, apresentando o caipira Jeca Tatu e a realidade rural brasileira que entram em cena na industria editorial.

Monteiro Lobato viveu pouco, transformou-se em gás inteligente,(como ele chamava a passagem para a morte) aos 66 anos, porém seu legado é muito grande!

 Muitos professores do ensino fundamental usam seus livros, principalmente História das Invenções, O Poço do Visconde e Serões de Dona Benta  para introduzir história e ciências! A história das invenções insere, de forma lúdica assuntos como a evolução da humanidade, biológica e cultural, astronomia e antropologia!

Capítulo "Na imensidão do espaço" do livro Serões de Dona Benta, onde é contado o mito do surgimento das constelações.

Os Serões de Dona Benta ensinam noções básicas de química e física, sistema solar, formação da terra etc..  O Poço do Visconde tem noções de geologia! Isso sem falar em Viagem ao céuEmília no país da gramáticaGeografia de Dona BentaReforma da natureza e Aritmética da Emília. Há muitos professores que os refutam, por conta de informações ultrapassadas, pois foi escrito há mais de 50 anos. Porém não podemos descartar o valor da obra, lembrando do caminho da própria ciência, do contexto do escritor. 


Volume 5 - Histórias do Mundo Para Crianças -  William Shakespeare
Monteiro Lobato sobre a maldição do túmulo de Shakespeare no capítulo "A Época de Isabel"

História do Mundo para Crianças conta de forma lúdica desde como começou o mundo até a 2º Guerra Mundial. 

O escritor de Taubaté produziu muito, vendeu muito livro e traduziu muito também, foi crítico de arte e literatura, pintor, jornalista, advogado e diplomata. Como crítico de arte ele é conhecido pelo seu artigo que criticou ferozmente a exposição de Anita Malfati, em 1917, Paranoia ou mistificação, que em reação, acabou fazendo emergir a proclamação do modernismo.